24.12.03

Obra Carnal

um poema de amor na noite de natal.

«ajoelha com a cabeça pousada
de lado as pernas abertas os
lábios palpitando na orla da
fresta abrasadora deixando e
ntrever o claro fundo coralí
ceo com os joelhos roçando n
o queixo e abrindo lentament
e os dedos dos pés enquanto
eu vou penetrando de várias
maneiras ociosamente até sen
tir a caudalosa corrente de
bens espraiando-se como a via
láctea nas negras e eternas
muralhas do universo visível.»