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13.4.06

Serviço Púdico

atenção católicos!

existem 3 novos pecados!

«O cardeal americano James Francis Stafford, o penitenciário-mor do Vaticano, desfiou terça-feira, na Basílica de S. Pedro, mais três novos pecados ligados às novas tecnologias: o excesso de Internet, de televisão e de jornais, nunca igualado por qualquer tempo despendido na leitura da bíblia, uma prática, aliás, aconselhada pela Igreja Católica até para substituir qualquer penitencia mais tradicionalista.»

18.8.05

Frase Do Mês

«Deus é um infortúnio que uma legião de assalariados do divino se esforça por conservar vivo ou, pelo menos, não deixar arrefecer o cadáver.»

Carlos Esperança

5.5.05

Timor & a ICAR

em Timor a ICAR decidiu mostrar-se no seu esplendor. depois de exigir que o governo timorense não tornasse a disciplina de religião & moral facultativa nas escolas públicas, agora decidiu exigir que o governo não legisle sobre a despenalização da interrupção voluntária de gravidez.

parece que o governo timorense caiu na asneira de aceitar a 1ª exigência da ICAR.

24.1.05

Frase da Semana

Um ateu condena toda a crueldade inútil e tem a certeza de que vale mais a felicidade de um só homem do que o prazer de qualquer deus.

20.12.04

Mensagem

embora não tenha estado presente, não quero deixar de colocar aqui a mensagem deste encontro.

Mensagem - 3.º Encontro Nacional de Ateus

Companheiro/as

A combinação de religião e política não faz um país melhor mas torna o Estado muito pior. Por isso, a sociedade secular não pode consentir nenhum tipo de mistura.
No dealbar do novo milénio o islão é a crença cuja demência dos seus prosélitos atingiu fulgor mais esquizofrénico. Regista-se um fenómeno regressivo, de virulência inusitada, na generalidade dos países submetidos ao Alcorão. O ambiente cultural definha, os direitos humanos são postergados, a liberdade é cerceada e as mulheres massacradas, num mundo cruel de contornos paranóicos.

À medida que a decadência avança e o fracasso da cultura árabe se acentua, a religião é o que resta como afirmação da identidade de uma sociedade que renunciou à modernidade, estagnou e se atolou na miséria, na ignorância e na fé. A religião deixou de ser uma crença para consumo individual e transformou-se no aparelho repressivo que controla tudo e todos, num terror colectivo alimentado pela delação e constrangimento social.

É ingénuo responsabilizar os países colonizadores, culpar a cobiça pelo petróleo, denunciar a espoliação dos seus recursos. Tudo isso é verdade, como é verdade o direito da Palestina à existência, tal como o de Israel, mas o islão é a maior tragédia que se abateu sobre os árabes, mais destruidora do que todas as catástrofes naturais juntas, e a espalhar-se como vírus letal um pouco por todo o planeta.

A religião, mais do que a crença disponível para oprimir e embrutecer os povos, é no islão o cimento que aglutina nações e tribos dilaceradas por ódios e ressentimentos internos, para as orientar contra o inimigo comum - os infiéis, ricos, instruídos e felizes, considerados um insulto à vontade divina. Por sua vez, a língua árabe transforma-se em instrumento religioso a que os clérigos atribuem carácter sagrado.

Perante tal desvario podia pensar-se que a difusão e aprofundamento do laicismo seriam reclamados como vacina capaz de conter o vírus. Puro engano. Um fenómeno mimético, estranho e preocupante, percorre os países democráticos onde a religião dominante, contida no domínio privado, apoia as exigências das concorrentes e reclama o espaço público onde, a médio prazo, espera medir forças e impor a hegemonia. O Estado laico é agora o inimigo comum a abater para, depois, se aproveitar dos órgãos do poder e tentar o exclusivo. Há um recuo civilizacional e ideológico em marcha para ajustar a sociedade ao espírito religioso. Não podendo as religiões renunciar aos equívocos em que se fundamentam, esforçam-se por fazer regredir os povos até serem aceites.

O cristianismo está hoje a ensaiar uma postura integrista, comum a ortodoxos, protestantes e católicos. E não são apenas os clérigos a vociferar em nome de Deus, são legiões de crentes, acirrados nas sacristias, a brandir crucifixos, são intelectuais, organizados em seitas, a debitar a Bíblia e restos do mundo rural, aterrados com o juízo final, a fazer maratonas de jejuns, orações e penitência. O papa JP2 afastou da ICAR muitos cidadãos mas transformou os que ficaram em histéricos soldados de Cristo, em prosélitos ávidos da conversão do mundo, sendo o Opus Dei e o Movimento Comunhão e Libertação dois dos mais sinistros e radicais.

Os cristãos dos EUA, que impõem a Bíblia nos actos públicos, as orações e os crucifixos nas escolas, que gostariam de que a ciência se reduzisse ao artesanato que criou o homem segundo a descrição bíblica, são iguais aos mullahs islâmicos, aos judeus das tranças, aos cristãos ortodoxos que se colam ao aparelho de Estado e, tal como os católicos, se mortificam, encerram-se em conventos e submetem-se aos dogmas. O jejum, a abstinência, a oração e o martírio são distracções masoquistas comuns a todas as religiões, reservando o sadismo para os infiéis e apóstatas.

Não há características étnicas que predisponham ao crime, há preconceitos culturais que o fomentam, fanatismo que o estimula, obsessão pelo Paraíso que o impõe. Urge denunciar as religiões sem estigmatizar os crentes. Fazer a exegese dos textos «sagrados», apontar o seu carácter violento, o espírito cruel e a natureza feroz, reflexos da época em que foram escritos, não é responsabilizar os devotos pelas malfeitorias da religião. O ateísmo combate a mentira e o crime, não as suas vítimas, ainda que estas possam ser fanatizadas e postas ao serviço do despotismo divino.

Nem todos os árabes são muçulmanos e, destes, são em número reduzido os terroristas. Seria um erro confundir um grupo de pessoas particular com o carácter criminoso da crença que não podem abjurar sem risco de vida. O combate às religiões não é contra os crentes. A necessidade de as remeter para a esfera privada não priva os devotos de regalias, pelo contrário, assegura-lhes o acesso aos direitos, liberdades e garantias que só o Estado de direito confere, contra a vontade do clero.

A crueldade dos livros sagrados não pode servir de pretexto para perseguir os crentes mas deve ser-lhes mostrada, para os tornar um pouco menos crentes e bastante mais críticos.

Quando se reiteram as virtudes das religiões, nomeadamente o espírito de paz, devemos precaver-nos contra o ódio que medra nas alfurjas da fé e os crimes que aí se organizam. A pobreza, a discriminação e a fé são uma mistura explosiva que conduz os mais pobres de espírito ao caminho do assassínio e do martírio.

A predisposição beligerante dos credos, na obsessão hegemónica e monopolista que os desvaira, só pode ser travada com a submissão a um quadro legal inflexível que trate igualmente todas as religiões e que submeta ao código penal os crimes com motivações religiosas. A Constituição laica e o seu rigoroso respeito, sem concordatas ou outras tergiversações, é o antídoto para os desmandos cruéis que contagiam os países civilizados. É preciso debelar a infecção para evitar o regresso ao passado.

O ateísmo pretende um mundo de amplas liberdades, onde não se expurguem livros e não voltem a ser possíveis autos de fé; luta pela erradicação do esclavagismo e da xenofobia; exige a igualdade de direitos entre os sexos, que as religiões sempre negaram; crê na fraternidade humana e no êxito da luta contra a pobreza, o medo, a doença, a ignorância e a superstição.

O ateísmo aspira a que as religiões deixem de ser o instrumento de alienação dos povos, que cesse a sementeira de ódio entre as nações, que os escravos do Deus que herdaram dele se possam libertar sem perigo; ambiciona que seja erradicada a violência que os livros sagrados exaltam, para que os anátemas que lançam sejam desprezados e os castigos com que ameaçam se tornem risíveis.
O ateísmo assume, defende e promove, sem tibieza ou tergiversações, os princípios consagrados na Declaração Universal dos Direitos do Homem.

Não foram os ateus que mataram Deus, foi ele que se suicidou, incapaz de renunciar à crueldade com que os homens o criaram e de conformar-se com a liberdade, o progresso e a modernidade. Tanto pior para o clero que vive à sua custa e ainda bem para os crentes que do mito se libertam.

Este nosso encontro destina-se ainda a achar a forma de combater o crescente poder da ICAR, em Portugal, graças a cumplicidades no aparelho de Estado, enquanto a sua influência vai minguando na sociedade.

Bem-vindos a Coimbra. 19/12/2004

18.11.04

Promiscuidade

segundo o dicionario on-line da Priberam, promiscuidade é «estado do que é promíscuo; mistura desordenada; confusão».

é essa a situação que se vive actualmente na relação entre o estado português & a igreja católica apostólica romana (vulgo ICAR) a pretexto de um projecto de copiar uma bíblia. embora o estado português afirme na sua constituição ser laico, os seus mais altos representantes foram todos copiar umas páginas da bíblia!

que porra!

ou como escreve Mariana Pereira da Costa:

«Creio que tal notícia não espanta ninguém dada a promiscuidade aberta que se vive entre algumas instâncias públicas e a Igreja Católica - especialmente desde o governo anterior - , numa clara violação da Constituição e de um corolário do princípio fundamental do Estado de Direito Democrático: o princípio da laicidade.
É revoltante.
Tenho dito.»

ou Carlos Esperança:

«A Sociedade Bíblica de Portugal tem um marketing agressivo cuja legitimidade se não contesta. Tentar atrair patrocinadores e figuras de destaque para a promoção do seu único produto - a Bíblia - é um direito que lhe assiste.
Há, todavia, dois aspectos que me repugnam:

- que o projecto tivesse sido declarado como sendo «de superior interesse cultural» pelo ministério da Cultura embora, neste caso, fosse uma forma de ter ficado a saber que o actual Governo tinha um ministério com esse nome;
- a presença do Presidente da República, bem como dos presidentes da A. R. e do Tribunal Constitucional constituem um lamentável patrocínio a uma actividade privada, com grave prejuízo da ética republicana e do princípio da separação das Igrejas e do Estado.

Quanto ao PR, por quem nutro grande estima pessoal, e sem quebra do respeito que lhe é devido, fico perplexo com a sua presença. Também não gostaria de o ver no lançamento de um projecto ateísta, igualmente respeitável, e muito mais adequado às suas convicções.
A vitória de Bush, que prometeu apelar à fé (espera-se que com entusiasmo equivalente ao de Bin Laden), vai contaminando o mundo onde a interferência das igrejas na política se manifesta cada dia mais perigosa.»

27.10.04

Padrinho III

um texto de Carlos Esperança muito interessante:


«O Banco do Vaticano

Há em Roma um bairro de 44 hectares, recheado de monsenhores, cónegos, bispos e cardeais, com inúmeras freiras a fazerem o trabalho doméstico de tais dignitários, convencidas de que estão ao serviço de Deus. As vestes coloridas que acompanham a curvatura dos ventres dão um ar garrido ao bairro. O Papa é o patrão daquela malta, que passa revista às igrejas e se mostra aos inúmeros peregrinos que ali vão com o mesmo encantamento com que em crianças demandavam o circo.

O que nem todos sabem é que o Vaticano tem um poderoso Banco que sustenta a fé e alimenta o poder da Cúria romana. O dinheiro é o alimento espiritual do clero. Ao Papa é indiferente que as pessoas da Santíssima Trindade sejam três ou trezentas, mas não é insensível às cotações da Bolsa, ao preço do petróleo ou à subida dos juros.
Sabe-se que o Deus lá do sítio gosta de dinheiro, razão dos frequentes apelos do clero aos fregueses para que paguem a sustentação do culto e a divulgação da fé.

Mas o que poucos sabem é que o Vaticano faz parte das dez maiores praças financeiras de branqueamento de capitais. Calcula-se que seja o destino principal do equivalente a 55 mil milhões de dólares americanos de dinheiro sujo italiano. O Banco do Vaticano é um dos principais paraísos fiscais para o branqueamento do dinheiro sujo, muito à frente das Bahamas, Suíça e Liechtenstein, o que não admira pois o Paraíso é mesmo o seu principal negócio.

Talvez não fosse acaso o facto de ao Papa João Paulo I, poucos dias após ter anunciado um inquérito ao Banco, ter sido Deus servido de o chamar à sua divina presença.
Sabe-se como o Banco do Vaticano defende o ouro confiscado aos judeus, vítimas do holocausto, opondo-se a qualquer investigação que desmascare a sua conivência como receptador internacional de alto gabarito. É mais firme o Banco na defesa do dinheiro do que os padres na defesa da virgindade de Maria.»

4.10.04

Citação

Os ateus amam a vida e buscam a felicidade, os crentes adoram a morte e exaltam o sofrimento.

9.8.04

PARABÉNS!

O Diário de uns Ateus faz 5 anos.

é um blog de leitura diária! é o meu blog de referência!

PARABÉNS!

29.7.04

Projecto de Verão

nesta época do ano, em que algumas pessoas pouco têm que fazer, porque não aproveitar para se desbaptizar?

aqui vai um texto útil sobre desbaptizações:

«Na diversidade de livre-pensadores ateístas, muitos nasceram em famílias cristãs e chegaram ao ateísmo depois de passar uma infância celebrando os rituais da igreja a que os nossos pais ou tutores pertencem.
O primeiro ritual da igreja cristã, da qual as diferentes «variantes» partilham, é o baptismo. O baptismo é um acto simbólico, que marca a entrada da criança para o reino de Deus, passando-lhe água na cabeça para simbolizar a «lavagem» do pecado original.

Mas esse ritual de iniciação na comunidade cristã não se limita ao simbolismo. Actualmente, a Igreja Católica Apostólica Romana, auto-declarada dominante em Portugal (e no mundo ocidental em geral), apresenta o registo de baptismos como a representação fiel do número de seguidores da sua igreja.

Sabemos (e a ICAR também sabe, mas ignora) que muitos de nós foram baptizados em criança mas que hoje não comungam da fé em nenhuma entidade mitológica da igreja, que rejeitam os dogmas dessa comunidade, ignoram os seus decretos, e até repudiam a história e os actos dessa igreja como instituição.

Se o ritual se limitasse apenas ao simbolismo, bastaria-nos a nós que abandonamos e renegamos a religião onde crescemos, considerar aquele acto como uma mera lavagem de cabeça. Mas não é assim. No registo de baptismo da igreja é escrito o nosso nome para nos vincular a essa religião, ainda sem nos perguntar se concordamos ou queremos entrar para o seio dessa comunidade.
A ICAR tem, nos últimos anos, apresentado os números de pessoas baptizadas ao governo para obter privilégios justificados pela sua superioridade numérica da população crente e seguidora da sua religião.

Porque hoje temos voz, opinião e vontade, cabe-nos a iniciativa de pedir a nossa apostata, a revogação da nossa ligação à religião a que somos filiados, para que isso se traduza numa maior honestidade para nós mesmos e para a igreja a que estamos vinculados.

Como fazer?

A parte mais díficil é descobrir a data e a paróquia de baptismo. Essas informações estão inscritas no certificado de baptismo (que você já deve ter perdido), no livrete de casamento dos seus pais, ou no seu próprio livrete de casamento (se se tiver casado pela igreja).

O pedido deve ser endereçado para o actual padre da paróquia do seu baptismo e um duplicado deve ser enviado «com conhecimento» para a diocese correspondente. Se a resposta tardar, um novo pedido com recomendação de resposta pode ser necessário.

Apesar da lei de Acesso e Correcção de Dados Pessoais, a igreja não removerá por completo o seu nome do registo de baptismo, mas antes adicionará uma nota na margem mencionando «declarado apóstota».


Exemplo de uma carta de pedido de desbaptização:

Senhor Padre/Reverendo,

tendo sido baptizado na igreja da freguesia de [__] no dia [__] de [__] do ano [__] sob o nome [__], eu pretendo ter o meu nome removido do vosso registo de baptismo com a seguinte menção: «declarado apóstota por carta escrita datada de [__]».

De facto, as minhas convicções religiosas e filosóficas não correspondem aquelas das pessoas que estimaram em ter-me baptizado. Assim, os seus escrúpulos da verdade, e os meus, serão aliviados, e os vossos registos ficarão isentos de qualquer ambiguidade.

Aguardando uma confirmação escrita,

Cidade de [__], aos [__] de [__] do ano de [__]
Assinatura:»


este texto foi extraído daqui.

14.7.04

Escapulário

um mail que recebi:

«Escapulário da Nossa Senhora do Carmo

Proteja-se com o manto maternal da Nossa Senhora do Carmo. Use o colar sempre no seu pescoço garantindo assim protecção contra o mau olhado, as invejas, e os azares da vida, iluminando as trevas do seu espírito com a sabedoria da Nossa Senhora do Carmo.
Escapulário da Nossa Senhora do Carmo em madeira mais oração por €5,00.
por cada encomenda a oferta de um crucifixo.
Faça a sua encomenda em www."censurado".com»

parece que a ICAR começa a virar-se para o e-commerce...

6.7.04

Notas piedosas

Selecção Nacional - O efeito conjugado de Nossa Senhora de Caravaggio (um heterónimo brasileiro da Virgem Maria), em sinergia com a Senhora de Fátima, levaram Portugal à final do Euro 2004. No próximo domingo decide-se qual é a religião verdadeira - a ICAR ou a Igreja Ortodoxa grega.

Euro 2004 - «Iremos ganhar, graças a Deus», declarou Durão Barroso. Também disse, no início do seu Governo, «vamos crescer mais do que a média europeia, se Deus quiser» e a opção revelou-se indisponível.

USA - A uma criança de menos de dois dias, infectada à nascença por septicemia puerperal, foi-lhe negada a administração de antibióticos. A decisão dos pais, baseou-se na crença de que as orações poderiam salvá-la. Sob o lema «confiar em Deus para curar as doenças», os 150 membros da Igreja, que recusam medicamentos, atiraram-se à oração. A criança morreu.
Conclusão - a oração tem um efeito semelhante ao do placebo. Alivia mas não cura.

a herança cristã

a propósito da inclusão, ou não, de referências à importância da herança cristã na futura Constituição Europeia, deixo aqui um texto com o qual me identifico.

foi copiado do Diário de Uns Ateus, um blog de leitura obrigatória.

«A herança do cristianismo
Não é a primeira vez que estou de acordo com o papa - não se pode esquecer a herança cristã na Europa. Seria preciso ignorar completamente a história. As guerras religiosas, a inquisição, as cruzadas, o ódio visceral à república e à democracia, a rejeição do humanismo e o combate à emancipação da mulher são património cristão assumido com júbilo por um guardião intolerante - o papa de Roma.
Recordar a herança cristã é também ter presente o ataque persistente à investigação científica e as alianças com os fascismos do séc. XX.
Não se pode, de facto, esquecer tal herança sob pena de não compreender a escravatura, o feudalismo e a perpetuação no poder de numerosos tiranos ungidos e apoiados pela ICAR.
A herança cristã está ainda presente na eliminação dos índios e no colonialismo. A evangelização foi um alfobre de santos e assassinos cujo proselitismo faz as delícias de JP2, ditador de serviço, instalado no Vaticano há um quarto de século.

O perigo é ver num déspota decrépito uma imagem de bondade e abnegação. É esquecer o ódio com que perseguiu teólogos progressistas, a ferocidade com que se opõe à igualdade entre os sexos, a obstinação com que recusa as experiências para descobrir novos medicamentos a partir de células embrionárias, a paranóia em relação à contracepção, a demência com que embirrou com o preservativo.
O cristianismo é insensível à bomba demográfica que diariamente ameaça o planeta, compromete a paz e é fonte de inenarráveis sofrimentos. O papa comporta-se como dono de uma arrecadação onde armazena grande quantidade de almas, com necessidade de nascimentos para promover o escoamento, insensível à fome, às doenças e à miséria.
Se o ayatollah do crucifixo pensasse um só momento na responsabilidade que lhe cabe na tragédia do desmembramento da ex-Jugoslávia morreria de vergonha ou de remorso. Mas a sua obsessão pela Croácia católica foi mais forte.
Pior do que a tirania do sagrado é a sagração de um tirano. A JP2 outro se seguirá.
Os crentes merecem respeito e os clérigos condescendência, mas as crenças exigem um combate persistente e sem tréguas.

Apostila - Conheço pessoas excelentes, cristãs, mas não compreendo como podem aceitar a autoridade de um papa medieval e caucionarem o embuste permanente dos milagres que adjudica para rubricar os alvarás dos santos que fabrica em doses industriais. Isto não é má fé, burla e obscurantismo?»

foi escrito por Carlos Esperança.

17.6.04

futeboladas

não resisto a copiar esta nota piedosa, novamente do Diário de uns Ateus, directamente relacionada com o período febril que este país atravessa:

«Federação Portuguesa de Futebol - O apelo aos portugueses para que, além das bandeiras, se «acendam velas e se manifeste a fé», para além do encanto rural, beato e analfabeto, revela que a cunha faz parte da sua natureza. Quem pretende subornar o deus que julga justo, o que será capaz de tentar com um árbitro que presuma venal?!»

quando não se treina, é necessário uma mão de deus...

talvez se o D.Sebastião regressasse do seu desterro marroquino, a nossa selecção jogasse.

ou como dizia uma canção em moda há uns 20 anos: se cá nevasse, fazia-se cá ski.

2.6.04

Notas Piedosas

as Notas Piedosas continuam.

a não perder, no mesmo site, os Contos Piedosos.

é um site de Leitura Diária Aconselhada!

31.5.04

Notas Piedosas

Notas Piedosas retiradas de um site fabuloso!

João Paulo II - O velho hipócrita odeia divorciados e casais alérgicos à hóstia e à água benta, mas enviou uma mensagem a Letícia Ortiz, com um casamento civil e um divórcio anteriores, quando soube que adquiriu a bênção para pernoita e prossecução da espécie com o príncipe Filipe.

Espanha - A coroa espanhola está em vias de prescindir de um varão para descendente real, a fim de evitar um anacronismo. Mas haverá maior anacronismo do que uma monarquia?

O culto silenciado - Em Asseiceira, Rio Maior, onde a Mãe do Redentor apareceu várias vezes a um menino chamado Carlos Alberto, há 50 anos que se pedem graças, pagam promessas e se movimenta dinheiro. A ICAR, com apurado sentido de marketing, tem prejudicado este milagre.

Letícia Ortiz - A nova gata borralheira espanhola precisou de uma missa e algumas hóstias para se tornar princesa, mas merece a simpatia de quem prescindiu dessas exibições no primeiro casamento e posterior divórcio. E não é um mero cabide para dependurar fatos, tem um corpo que dá vida aos trapos, sem precisar deles.

Constituição Europeia - A referência religiosa faz tanta falta como a gasolina nos incêndios mas o governo português, à espera das indulgências do Vaticano, bate-se por essa deformidade como uma beata pela sua ração de incenso.

Concordata - A concordata de 1940, celebrada entre o ditador fascista, Salazar, e o papa PIO XII, autoritário e anti-semita, tinha como primeira frase «Em nome da Santíssima Trindade». Desta vez, assinada pelos cúmplices, Durão Barroso e o cardeal Angelo Sodano, o Vaticano deve ter achado excessivo e despropositado para dois.

Bernard Law vai para Roma - O ex-cardeal de Boston, obrigado a resignar, depois do escândalo de pedofilia na Igreja dos EUA recebeu um novo cargo, atribuído pelo Papa. Bernard Law vai ser agora arcipreste de uma das principais basílicas de Roma - diz a TSF. Não foram tomadas medidas especiais de protecção às crianças.

Suíça - 74,2% dos suíços são de opinião de que o papa devia resignar. Desde quando é que um ditador abandona o poder de livre vontade? Às vezes, no Vaticano, em tempos que já lá vão, era hábito ajudar o papa a ir mais cedo encontrar-se com Deus.

23.3.04

noventa e sete primaveras

ontem fez 97 anos a irmã lúcia.
inimiga da mini-saia e do divórcio, entrevistadora muy afamada da senhora de fátima.
anunciadora do divino papel do actual papa & da missão divina do nosso salazar.
aparentemente este aniversário não teve direito a nenhum directo nas nossas tv's...