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20.9.06

Uma Ideia Para Um Passeio

bela ocasião para ir passar uns dias a Braga!

«John Zorn actua em Braga a 4 de Dezembro
O compositor norte-americano John Zorn vai estrear a 4 de Dezembro em Portugal o trabalho Moonchild. Braga foi uma das sete cidades europeias escolhidas para acolher a banda de Zorn.
John Zorn faz-se acompanhar em palco por Mike Patton (voz), Trevor Dunn (baixo) e Joey Baron (bateria), naquela que será a única actuação em Portugal da sua digressão europeia.
O espectáculo insere-se no programa de reabertura do Theatro Circo. Sete anos após ter encerrado para obras, aquele espaço volta a abrir as portas a 27 de Outubro com um concerto de música clássica.»

22.6.04

John Zorn's Electric Masada

com, quase, 2 meses de atraso, aqui deixo uma excelente critíca a um dos melhores concertos deste ano em lisboa:

«Resenha: Um abanão! E dos grandes, ontem à noite na Aula Magna da Reitoria da Universidade de Lisboa. o John Zorn's Electric Masada virou a assistência do avesso. Efeito certamente já esperado pela maioria da assistência, que não foi ao engano, a ver no que aquilo dava. Por esse lado não se aguardavam grandes surpresas, até porque as notícias mais recentes diziam que os concertos desta formação de John Zorn têm sido de arrebenta.

Zorn, compositor, saxofonista e maestro, poliglota musical, tem um projecto muito claro nos seus propósitos: criar música eclética, enraizada no klezmer e nas vizinhanças do médio oriente, com misticismo, religião e paganismo, mas também latina e africana; vestir-lhe uns adereços de jazz, rock, new music, e fundir tudo numa composto musical moderno, psicadélico, no qual cabe Nova Iorque inteirinha, downtown e arredores - espécie de filme sonoro e a cores do pulsar da vida nas ruas da Big Apple actual.

John Zorn's Electric Masada é tudo isso e muito mais. Há Miles Davis/Joe Zawinul, há Frank Zappa, há Soft Machine, Cobra e Naked City... piano eléctrico funky, guitarra blues & country, rock hard-core a esgalhar, free jazz alucinado, composição, caos, ordem, transgressão musical. Produto multi-facetado reconvertido num género autónomo. Uma pintura de cores fluorescentes, absolutamente fora do comum na intensidade, dramatisto e encenação.

Marc Ribot, o guitarrista que assume o papel de primeiro violino nesta heterodoxa orquestra, é uma figura central no plano de Zorn. Virtuoso das seis cordas, soou acutilante e agressivo como convém, e foi, no fundo, o principal responsável pela adjectivação presente na denominação do octeto, o mais energético em palco. Se bem que os instrumentistas acústicos, os bateristas/percussionista Kenny Wollesen, Joey Baron e Cyro Baptista, somados ao sax alto - ou seja, metade da formação - tivessem conferido à música uma electricidade tão natural e fascinante quanto a do relâmpago que rasga o véu nocturno.

Elemento fulcral do concerto, o naipe formado por Wollesen, Baron e Baptista, aportou à música a vibração polirrítmica multi-cultural que, somada à perigosa marcação do baixo eléctrico de Trevor Dunn, foi responsável pela trepidação que se fez sentir na noite da Aula Magna.

E eram da noite os sons dos bichinhos electrónicos amestrados que saíam do laptop de Ikue Mori, fantástico colorido digital que combinou com a inesgotável variedade que continuamente brotava dos teclados de Jamie Saft. Ambos travaram um interessante ping-pong analógico-digital a meio-campo, entre a muralha da base rítmica e os pontas de lança Marc Ribot e John Zorn.

Um 4-2-2 inteiramente virado para o ataque, que durante hora e meia jogou com o público uma partida arrebatadora, agressiva e violenta no melhor sentido, estruturada em composições saídas da pena do génio de Zorn.

Do equilíbrio entre composição e improvisação resultou para o ouvinte o privilégio de fruir um grande concerto, estimulante exercício de liberdade criativa. Uma maneira bem achada de comemorar a passagem dos 30 anos do 25 de Abril. “Revolution!”, gritou Zorn, de punho erguido.»

Data: 25/04/2004
Lugar:Aula Magna da Reitoria da Universidade de Lisboa


Músicos:
John Zorn (sax)
Marc Ribot (guitarra)
Jamie Saft (teclados)
Ikue Mori (samplers)
Trevor Dunn (baixo)
Cyro Baptista (percussão)
Kenny Wollesen (batería)
Joey Baron (batería)

por Eduardo Chagas

16.4.04

grande noticia

«Electric Masada ao vivo na Aula Magna

O projecto Electric Masada - liderado pelo músico norte-americano John Zorn - vai actuar ao vivo na Aula Magna, em Lisboa, no dia 25 de Abril.
A acompanhar Zorn, estarão Marc Ribot (guitarra), Janie Saft (teclas), Trevor Dunn (baixo), Kenny Wolleson (bateria), Cyro Baptista (percussão), Joey Baron (bateria) e Ikue Mori (electronics).»

esta primavera promete!!!

no dia 25 de abril temos Zorn com a sua Electric Masada & no dia 21 de maio Fantômas!

que se fodam os festivais cervejeiros, já existem 2 concertos que a não perder!!!