não sei se alguma vez publiquei este poema aqui.
Fim
Quando eu morrer batam em latas,
Rompam aos saltos e aos pinotes,
Façam estalar no ar chicotes,
Chamem palhaços e acrobatas!
Que o meu caixão vá sobre um burro
Ajaezado à andaluza...
A um morto nada se recusa,
Eu quero por força ir de burro.
é de Mário de Sá-Carneiro, um dos meus poetas preferidos.
recorda-me um bar que existiu no estoril, o bar chamava-se KGB, no piso térreo discutia-se poesia, cinema & pintura.
20 anos depois (ou 15... a minha memória já me atraiçoa...)é um dos lugares que recordo com prazer. lugar onde vivi algumas das mais belas aventuras da minha iniciação à vida adulta. quando nada contava, excepto o prazer de ser feliz!