«Raízes, ramos, folhas, frutos.
E a gruta; e o grito.
Nem tratámos, desta vez, de sequer alcançar o divã.
Bastou-nos, defronte do espelho, o escasso rectângulo desse tapete.
E dificilmente percebo como conseguimos, no fim, içarmo-nos até esta poltrona.
Encontramo-nos, no entanto, muito mais despertos do que supúnhamos: sentimo-nos leves, límpidos, alados, lúcidos, como depois de uma trovoada.»
de: David Mourão-Ferreira
in: Um Amor Feliz