12.7.08

mansarda

nos lábios vaginais usa os
pés nus antes de entrar as
mariposas muito leves e os
gestos escurecidos. esta é
a janela precipitada sobre
a violência do desejo. mão
cega no terno ferimento da
romã. sê o vento a bulir a
corda o rosto lívido quase
expiração. colhe a mim um
aroma silvestre o bolor do
vinho a nata da chuva. vem
depressa abrir a incerteza
no hálito dos seios dar de
beber o leite às glândulas