13.1.11

Poeta

quer o poeta nuvens de sonho, altas no céu de azul
enquanto arrasta os pés no lodo dos dias,
busca os cêntimos na fenda do tempo
que passa sem piedade nas rugas do peito

bebe o poeta a água de chuva, caindo das caleiras rotas
afoga os dedos em promessas de vento
os cabelos embranquecem, a carne separa-se dos ossos
e bebe a água da chuva a alma do poeta



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