No mesmo instante em que entrega o filho aos cuidados da ama, o marido atravessa a fronteira entre a Alemanha e a França. O cansaço é muito, mas a vontade de chegar a casa é maior.
Na noite de consoada, mãe e filho partilham no mesmo prato, a pobre refeição, enganando mais tarde o estômago com uma guloseima natalícia.
Debaixo do pinheiro de plástico, comprado numa promoção com desconto em cartão, não há presentes. Desculpem-me os leitores, mas prefiro substituir por, nunca há presentes.
Não se sabe bem a hora, mas parece que o filho da Maria caminhou pela primeira vez, quando ouviu bater à porta. Quase que consigo imaginar que deve de ter aberto a porta ao seu pai, o seu Pai Natal.
Uns quilómetros mais à frente, numa outra casa, de pessoas com outras posses, João traquina pergunta, Ó mãe, o Pai Natal é made in China?
Im.Possibilidade