19.2.12

esventrado VI

quero a manhã, como
um bicho lânguido
deixando-me espalhada
inerte ao longo de ti

quero a prisão das
tuas paredes nuas,
beber o hálito gelado
da tua boca em veneno

quero afinal, a insónia nas
noites sem data,
a pele húmida
a secura salgada na língua



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