enchendo o tempo de luz
tocando de leve no rosto dos mortais iludidos
trilho a noite entre abismos
profundos que me crescem no peito
ouço os ecos roucos dos mortos
ateio fogo ao corpo
que sempre viveu viciado
pelo calor do inferno que ergueu
vejo-me arder
vejo-me ser cinzas
vejo-me obrigada a viver tudo de novo
todo este céu azul
causa-me náuseas
e o vomito cresce incontrolável
Im.Possibilidade