23.11.10

Perdidos

Gastámos todas as palavras,
Quando as gritamos em silêncio,
No meio de bosques desencontrados.

Perdemos os braços,
Quando agarramos os sonhos,
De secos ramos de arvores.

Confundimos o toque,
Em carícias fugidias
Deitados sobre o estranho húmus.

Bebemos a humidade do orvalho,
Quando a sede não existia.
Sentimos a frieza da rocha,
Quando nos afundávamos em sonho movediço.



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