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13.3.13

Our March

Beat the squares with the tramp of rebels!
Higher, rangers of haughty heads!
We'll wash the world with a second deluge,
Now’s the hour whose coming it dreads.
Too slow, the wagon of years,
The oxen of days — too glum.
Our god is the god of speed,
Our heart — our battle drum.
Is there a gold diviner than ours/
What wasp of a bullet us can sting?
Songs are our weapons, our power of powers,
Our gold — our voices — just hear us sing!
Meadow, lie green on the earth!
With silk our days for us line!
Rainbow, give color and girth
To the fleet-foot steeds of time.
The heavens grudge us their starry glamour.
Bah! Without it our songs can thrive.
Hey there, Ursus Major, clamour
For us to be taken to heaven alive!
Sing, of delight drink deep,
Drain spring by cups, not by thimbles.
Heart step up your beat!
Our breasts be the brass of cymbals.


9.12.12

You

You came –
determined,
because I was large,
because I was roaring,
but on close inspection
you saw a mere boy.
You seized
and snatched away my heart
and began
to play with it –
like a girl with a bouncing ball.
And before this miracle
every woman
was either a lady astounded
or a maiden inquiring:
“Love such a fellow?
Why, he'll pounce on you!
She must be a lion tamer,
a girl from the zoo!”
But I was triumphant.
I didn’t feel it –
the yoke!
Oblivious with joy,
I jumped
and leapt about, a bride-happy redskin,
I felt so elated
and light.

17.11.12

Past One O’Clock...

Past one o’clock. You must have gone to bed.
The Milky Way streams silver through the night.
I’m in no hurry; with lightning telegrams
I have no cause to wake or trouble you.
And, as they say, the incident is closed.
Love’s boat has smashed against the daily grind.
Now you and I are quits. Why bother then
To balance mutual sorrows, pains, and hurts.
Behold what quiet settles on the world.
Night wraps the sky in tribute from the stars. In hours like these, one rises to address
The ages, history, and all creation.

25.3.12

E então, que quereis?...

Fiz ranger as folhas de jornal
abrindo-lhes as pálpebras piscantes.
E logo
de cada fronteira distante
subiu um cheiro de pólvora
perseguindo-me até em casa.
Nestes últimos vinte anos
nada de novo há
no rugir das tempestades.

Não estamos alegres,
é certo,
mas também por que razão
haveríamos de ficar tristes?
O mar da história
é agitado.
As ameaças
e as guerras
havemos de atravessá-las,
rompê-las ao meio,
cortando-as
como uma quilha corta
as ondas.

27.3.11

You

You came –
determined,
because I was large,
because I was roaring,
but on close inspection
you saw a mere boy.
You seized
and snatched away my heart
and began
to play with it –
like a girl with a bouncing ball.
And before this miracle
every woman
was either a lady astounded
or a maiden inquiring:
“Love such a fellow?
Why, he'll pounce on you!
She must be a lion tamer,
a girl from the zoo!”
But I was triumphant.
I didn’t feel it –
the yoke!
Oblivious with joy,
I jumped
and leapt about, a bride-happy redskin,
I felt so elated
and light.

1922

24.4.07

Nacos de Nuvens

No céu flutuavam trapos

De nuvem - quatro farrapos:

do primeiro ao terceiro - gente;
o quarto - um camelo errante.

A ele, levado pelo instinto,
no caminho junta-se um quinto.

do seio azul do céu, pé-ante-
pé, se desgarra um elefante.

Um sexto salta - parece.
susto: o grupo desaparece.

E em seu rasto agora se estafa
o sol - amarela girafa.

4.8.06

E Então Que Quereis?...

Fiz ranger as folhas de jornal
abrindo-lhes as pálpebras piscantes.
E logo
de cada fronteira distante
subiu um cheiro de pólvora
perseguindo-me até em casa.
Nestes últimos vinte anos
nada de novo há
no rugir das tempestades.

Não estamos alegres,
é certo,
mas também por que razão
haveríamos de ficar tristes?
O mar da história
é agitado.
As ameaças
e as guerras
havemos de atravessá-las,
rompê-las ao meio,
cortando-as
como uma quilha corta
as ondas.

23.2.06

Blusa Fátua

Costurarei calças pretas
com o veludo da minha garganta
e uma blusa amarela com três metros de poente.
Pela Niévski do mundo, como criança grande,

andarei, donjuan, com ar de dândi.

Que a terra gema em sua mole indolência:
"não viole o verde das minhas primaveras!"
Mostrando os dentes, rirei ao sol com insolência:
"No asfalto liso hei de rolar as rimas veras!"

Não sei se é porque o céu é azul celeste
e a terra, amante, me estende as mãos ardentes
que eu faço versos alegres como marionetes
e afiados e precisos como palitar dentes!

Fêmeas, gamadas em minha carne, e esta

garota que me olha com amor de gêmea,
cubram-me de sorrisos, que eu, poeta,
com flores os bordarei na blusa cor de gema!

4.1.05

Mar

O mar se vai
o mar de sono se esvai
Como se diz: o caso está enterrado
a canoa do amor se quebrou no quotidiano
Estamos quites
Inútil o apanhado
da mútua dor mútua quota de dano

28.6.04

Blusa Fátua

Costurarei calças pretas
com o veludo da minha garganta
e uma blusa amarela com três metros de poente.
pela Niévski do mundo, como criança grande,
andarei, donjuan, com ar de dândi.

Que a terra gema em sua mole indolência:
"Não viole o verde de as minhas primaveras!"
Mostrando os dentes, rirei ao sol com insolência:
"No asfalto liso hei de rolar as rimas veras!"

Não sei se é porque o céu é azul celeste
e a terra, amante, me estende as mãos ardentes
que eu faço versos alegres como marionetes
e afiados e precisos como palitar dentes!

Fêmeas, gamadas em minha carne, e esta
garota que me olha com amor de gêmea,
cubram-me de sorrisos, que eu, poeta,
com flores os bordarei na blusa cor de gema!

5.1.04

Amo

Não acabarão com o amor,
nem as rusgas,
nem a distância.
Está provado,
pensado
verificado.
Aqui levanto solene
minha estrofe de mil dedos
e faço o juramento:
Amo
firme
fiel
e verdadeiramente.